Aniversário do padre Júlio Lancellotti

No dia 27 de dezembro o padre Júlio Lancellotti completa mais um ano de vida. Militante pelos direitos humanos. Fundou as Casas Vida I e II (criadas originalmente para acolher crianças portadoras do HIV) e é vigário da Pastoral do Povo da Rua de São Paulo.

Lancellotti ganhou fama nas redes sociais em 2021, ao publicar vídeo quebrando pedras instaladas pela prefeitura da capital paulista embaixo de um viaduto, ele é coordenador da Pastoral do Povo de Rua. Nas redes sociais, o padre comemorou a promulgação da lei.

Descendente de imigrantes italianos, entrou para o seminário em Araraquara, mas, incomodado com a rigidez da instituição, retornou para São Paulo, onde terminou o ginásio numa escola de presbíteros agostinianos. Decidiu mais uma vez se preparar para a carreira religiosa, chegou a ser frade, mas, aos dezenove anos, largou a batina novamente.

Nessas idas e voltas ao seminário completou o curso de enfermagem na Santa Casa de Misericórdia de Bragança Paulista e passou a exercer a profissão. Ingressou depois nas Faculdades Oswaldo Cruz e concluiu o curso de Pedagogia. Em seguida, fez especialização em Orientação Educacional na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde atuou como professor-assistente do professor Carlos Alberto Andreucci, além de ministrar aulas nas faculdades Oswaldo Cruz, Castro Alves, Piratininga e no Instituto Nossa Senhora Auxiliadora, sendo neste último, voltado para preparação para o magistério. Lancellotti também trabalhou no Serviço Social de Menores, que, mais tarde, se transformou na Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, e no Centro de Apoio ao Imigrante, no Brás, dando aulas para crianças com dificuldade de aprendizado.

Após conhecer e se tornar amigo de Dom Luciano Mendes, fez sua fundamentação da Pastoral do menor e se ordenou em 1985. Foi um dos que ajudaram a formulação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Participou dos grupos de fundação da Pastoral da Criança.

Chegou a Paróquia São Miguel Arcanjo da Mooca em 1986, onde iniciou o seu trabalho com moradores de rua e menores abandonados. Participou da campanha contra maus tratos ocorridos na Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (FEBEM), resultando em manifesto contra a política do “Cacete pedagógico” e na demissão da presidente da FEBEM Maria Inês Bierrenbach em março de 1986, substituída por Nazih Curi Meserani.

Em 1986 foi designado para a Paróquia São Miguel Arcanjo da Mooca, onde iniciou trabalho pastoral com moradores de rua e menores abandonados. Participou da campanha contra maus tratos ocorridos na Fundação Estadual para o Bem Estar do Menor (FEBEM), resultando em manifesto contra a política do “Cacete pedagógico” e na demissão da presidente da FEBEM Maria Inês Bierrenbach em março de 1986, substituída por Nazih Curi Meserani.

Fundou as “casas vida l e ll” para acolher crianças portadoras do vírus HIV. O projeto teve como madrinha Diana, Princesa de Gales e recebeu recursos de várias organizações religiosas do mundo.

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João Oscar

João Oscar é militante de direitos humanos da Baixada e jornalista comunitário.