Desafavelização em Duque de Caxias

Matéria publicada pela Agencia Nacional de Favelas (ANF) denuncia a forma da “desafavelização” feita pelo poder público em Duque de Caxias.

Há dois anos prefeitura da cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, começou a remover as favelas do centro da cidade. Assim, a comunidade Parque Vila Nova, na favela do Lixão, passou a ter seus moradores desapropriados com pagamento de indenizações. Entretanto, a matéria publicada na ANF por Joaquim Azevedo, conta que as Indenizações são irrisórias e a forma das remoções está sendo truculenta.

Segundo moradores e articuladores envolvidos nesse processo: “o que deveria trazer benefício, não traz. Isso ocorre por conta dos valores indenizatórios oferecidos aos imóveis retirados e da pressão feita aos que não aceitam as condições absurdas apresentadas”.

Ainda para a matéria da ANF, o articulador do Movimenta Caxias, Sr Lourenço, afirmou que “estão oferecendo entre trezentos e oitocentos reais por metro quadrado. Como farão essas pessoas? O valor do metro quadrado atual de Caxias é de quatro mil reais. Não há como essa gente adquirir algo com o que está sendo oferecido”.

Em sua rede social, o Movimenta Caxias publicou:

Desde o final de dezembro de 2022 mais de 200 famílias do Parque Vila Nova tem enfrentado um problema gigante: a prefeitura está removendo as famílias de casa a força. O pagamento feito em negociação com os moradores é muito abaixo do ideal e do preço por metro quadrado da cidade. Algumas casas estão sendo precarizadas com os moradores dentro, sendo assim uma forma de pressão para a saída das suas casas.

Nós do Movimenta Caxias estamos entrando junto com a Defensoria Pública para garantir uma negociação justa, com preços justos para que as famílias possam ter um local digno para morar.

Moradia é um direito, não estamos pedindo nenhum favor. Seguiremos na luta junto com os moradores!

Segundo denúncia, alguns moradores não aguentam a truculência das ações e topam o acordo.

Dessa forma, construções são derrubadas sem nenhum cuidado com as que ainda não se alinharam com a proposta. Assim, a sujeira acumulada por conta dos escombros fez com que o número de ratos e outros animais transmissores de doença se ampliasse.

A defensoria pública tem ajudado na adequação dos interesses através de reuniões mensais. Enquanto isso, a ideia de condomínios de luxo na localidade segue a todo vapor.

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Adriano Dias

Jornalista militante e fundador da #ComCausa