Dez anos dos Anjos de Realengo

Na manhã do dia 7 de abril de 2011, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, voltou à escola Escola Municipal Tasso da Silveira, onde tinha estudado quando criança, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Wellington fingiu ser um palestrante para entrar na escola. Armado, o desempregado acertou 24 crianças e matou doze: 10 meninas e dois garotos. Só parou de atirar quando se matou, após ser baleado pelo PM Márcio Alexandre Alves, um policial chamado por alunos que escaparam da instituição.

O atirador deixou uma carta em que explicitava seu fanatismo religioso e a decisão de cometer o massacre. Wellington escreveu que via “impureza” nas crianças e descreveu como queria que seu corpo fosse ser sepultado.

Em vídeo gravado pelo próprio atirador, Menezes declarou que agiria motivado por “vingança” e referiu-se às crianças como “covardes”, porque teria sofrido bullying durante a infância.

Desempregado, o assassino de Realengo havia perdido a mãe adotiva, de quem era muito próximo, há pouco tempo. Quem o conhecia descrevia como uma pessoa calada, sem amigos e que passava muito tempo na internet.

Dez anos dos Anjos de Realengo

Os familiares e amigos dos anjos de Realengo todos os anos promovem vários atos em memória das crianças Luiza, Rafael, Mariana, Larissa, Igor, Ana Carolina, Karine, Samira, Géssica, Bianca, Milena e Larissa Atanázio.

Entretanto, neste anos, devido as restrições impostas pela pandemia, a maior parte das movimentações será feita pela internet. Assim, a ComCausa está pedindo que todos os conteúdos produzidos em todos estes anos sejam reproduzidos pela pessoas que possam colaborar nas redes sociais.

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Adriano Dias

Adriano Dias

Jornalista militante e fundador da #ComCausa