Dia Estadual da Baía de Guanabara

A Baía de Guanabara está situada entre as cidades do Rio de Janeiro, em sua costa leste, e as de Niterói e São Gonçalo, na costa oeste. Ela é a segunda maior baía do Brasil com 412 metros quadrados e perímetro de 143 km. O nome Guanabara vem da língua tupi “goanã-pará”. A Lei 3616/01 institui o Dia Estadual da Baía de Guanabara no Calendário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, a ser comemorado no dia 18 de janeiro.

Dia Estadual da Baía de Guanabara

O 18 de janeiro é o Dia Estadual da Baía de Guanabara. Foi determinado pela Lei 3616/2001, certamente para lembrar a data do vazamento de um tubo submarino que resultou em uma enorme mancha de óleo. Por que não foi escolhido o dia 26  de março?  Nesta data, em 1975, o rompimento de um tanque do navio Tarik Ibd Ziyad derramou seis vezes mais óleo, ganhando em tamanho e causando muito mais estragos do que o acidente de 2000. Estes dois eventos, assim como outros menores, foram traumáticos para a Baía, mas não fatais. Ela conseguiu se recuperar e continua viva.

Pior para ela tem sido o envenenamento diário levado pelos já fedorentos rios e canais de drenagem e provocado pelas toneladas de lixo e esgotos, sem nenhum tratamento. Esta poluição, sim, resultante da carência de serviços de saneamento em muitas áreas do seu entorno, está fragilizando lentamente a Baía, além de disseminar doenças nos seus moradores.

Estudo do Instituto Trata Brasil revela mais de um milhão de moradias em áreas sem redes de esgotos na região hidrográfica da Baía de Guanabara, principalmente nos municípios da Baixada Fluminense, onde milhares de crianças e jovens são internados por ano por conta de  infecções gastrointestinais. Neste estudo, são mostrados também os muitos benefícios para a saúde, educação, produtividade e salários que seriam alcançados com o investimento em saneamento para todos, o que resultaria ainda na revitalização dos rios e da Baía.

Para a Guanabara, as grandes tragédias importam menos, pois para enfrentá-los existe sempre um esforço coletivo. Certamente ela não fará papel feio nas Olimpíadas, pois as áreas das competições esportivas são distantes dos pontos de lançamentos de esgotos e serão devidamente protegidas do lixo flutuante. E, lá do céu, São Pedro vai nos ajudar impedindo que venha aquela chuvarada que lava tudo e espalha nela a sujeira que encontra no caminho. Afinal, Deus é brasileiro.

Neste dia da Baía de Guanabara, é importante não esquecermos também do que  já foi feito para protegê-la. As indústrias, de modo geral, não jogam mais nela seus despejos como faziam até anos atrás e a cidade deixou de aterrar suas ilhas e margens para ganhar espaço como há pouco tempo. Lembramos ainda que o bairro da Urca, o aterro do Flamengo, a avenida Brasil, os campi da UFRJ e UFF, o MAM, várias obras do Niemayer em Niterói e até o novo Museu do Amanhã estão em áreas que um dia foram roubadas da Baía de Guanabara.

Por fim, é preciso mais empenho de toda a sociedade para alcançar uma Guanabara de águas limpas, com praias sempre prontas para um prazeroso mergulho de cariocas e fluminenses saudáveis e bem servidos com sistemas de distribuição de água, coleta e tratamento de esgotos e de lixo. É possível, a Guanabara merece. Assim, ela será orgulho de todos nós.

A baía de Guanabara, cercada por vegetação tropical, rochas e a Serra do Mar, tem nas suas margens a cidade do Rio de Janeiro, uma das mais belas do mundo, sendo considerada local de interesse turístico. É cruzada pela ponto Rio-Niterói de 13,29 km de extensão e com um vão central de 72 metros de altura. O porto da cidade do Rio de Janeiro, assim como seus dois aeroportos, estão localizados nela.

Devido à urbanização, desflorestamento, e poluição de suas águas, o ecossistema da baía de Guanabara, que era muito rico no passado, sofreu grandes danos, particularmente nas áreas de mangues.

História da baía de Guanabara

A baía de Guanabara foi descoberta pelos portugueses em 01 de janeiro de 1502 pelo explorador Gaspar Lemos. Nativos das tribos Tamoio e Tupiniquim habitavam as margens da baía de Guanabara.

Depois desse contato inicial, nenhum estabelecimento europeu significativo ocorreu na baía de Guanabara até que os franceses, liderados por Villegaignon, invadissem a região em 1555 para fundar a França Antártica. Depois de uma breve estada na ilha de Lajes, os franceses se mudaram para a ilha de Serigipe, perto da costa, e construíram o forte Coligny.

Depois da expulsão dos franceses pelos portugueses em 1563, o governo colonial construiu fortificações em vários pontos da baía de Guanabara: Santa Cruz, São João, Lajes e Villegaignon. Esses fortes formaram uma retângulo de fogo cruzado de canhões.

– Fonte: Internet | Dora Hees de Negreiros, presidente do Instituto Baía de Guanabara

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Adriano Dias

Jornalista militante e fundador da #ComCausa