Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados

30 de agosto é o Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados e de 2016 a 2020, a região da Baixada Fluminense teve ao menos 361 casos de desaparecimentos forçados e o município do Rio somou 417. Os dados são de pesquisa feita pelo Fórum Grita Baixada (FGB), em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Os dados preliminares foram divulgados hoje, 30 de agosto, para marcar o Dia
Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2010.
O Grupo de Trabalho da ONU sobre o tema afirma se tratar de um crime complexo que viola todas as áreas do direito.
Segundo os relatores de direitos humanos existe uma clara ligação entre direitos econômicos, sociais e culturais das vítimas e de seus parentes com os desaparecimentos.

Punição
Os especialistas em direitos humanos a que o desaparecimento forçado é utilizado como arma de intimidação, represália e punição ilegal.
Neste Dia Internacional, o grupo pede aos países que assistam as famílias vítimas desse crime, que passam a uma situação extremamente difícil quando o provedor financeiro desaparece. O crime impacta a todos na família principalmente mulheres e crianças.
Em alguns países, existem leis de reparação, mas às vezes existem barreiras como a ausência de uma certidão de óbito.
Para os relatores, os países têm que prestar atenção ao impacto multidimensional dos desaparecimentos forçados para melhor responder às vítimas e à sociedade.
Em dezembro passado, a ONU marcou o décimo aniversário da entrada em vigor da Convenção Internacional para Proteção de Todas as Pessoas de Desaparecimento Forçado.

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João Oscar

João Oscar é militante de direitos humanos da Baixada e jornalista comunitário.