Feminicídio de Psicóloga

O crime aconteceu em 2019, em Ivai, também nos Campos Gerais. Segundo a acusação, Wesley recebeu R$ 1,5 mil para ajudar o então marido da vítima, Andre Luis Perrinchelli Cavalheiro, no crime. Na época do inquérito policial, Wesley confessou a participação no assassinato.

A Vara Criminal da Comarca de Imbituva, nos Campos Gerais do Paraná, decidiu na quinta-feira (09/09) que Wesley da Silva Bueno, acusado de participar do feminicídio da psicóloga Leonisse Micheli Kobelnik vai a júri popular.

Leonisse foi morta com 41 facadas dentro de casa. De acordo com as investigações, um ácido também foi jogado no corpo da vítima. Horas após o feminicídio, André Luis foi encontrado morto em um hotel de Ponta Grossa.

Segundo a sentença de pronúncia, Wesley será julgado por homicídio qualificado por promessa de recompensa, com emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da ofendida e feminicídio no contexto de violência doméstica e familiar.

O advogado de Wesley, Dirceu Macedo Lopes, informou que deve recorrer da decisão. O acusado está preso desde novembro de 2019.

De acordo com a denúncia, Wesley e André foram até a casa da vítima e esperaram na garagem do local até que Leonisse dormisse.

Segundo o MP-PR, os dois suspeitos amarraram e amordaçaram a vítima e depois jogaram ácido no corpo dela. O líquido rompeu a mordaça, e a vítima começou a gritar por socorro.

De acordo com a denúncia, depois disso, ela foi esfaqueada mais de 40 vezes. O crime foi cometido na presença do filho do casal, de três anos.

Fonte: G1

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Emanoelle Cavalcanti

Jornalista social e acadêmica de psicologia.