Leniel Borel é premiado com o Faz Diferença do O Globo

Em declaração ao jornal O Globo, o engenheiro Leniel Borel de Almeida, pai do menino Henry, contou que passou a questionar a Deus sobre qual era o propósito daquela perda absurda. Foi então que descobriu que, no Brasil 32 crianças são assassinadas por dia. Leniel transformou a dor de perder o filho em luta por justiça e pela proteção dessas vítimas.

Era as primeiras horas horas do dia 08 de março quando Leniel recebeu uma ligação da professora Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe da criança, dizendo que ela e o então namorado, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, havia levado a criança a uma emergência pediátrica, com “dificuldades para respirar”. Entretanto, os laudos apontaram que o menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos, deu entrada em um hospital já morto.

Começou então a via crucis de Leniel. Primeiro de ser questionado pela polícia como um dos suspeitos, depois, de buscar que as únicas pessoas que sabem realmente o que aconteceu com o pequeno Henry, que estavam com ele nas horas ates da morte, esclarecessem o que levou a criança à morte.

Após as investigações da Polícia Civil, o promotor Marcos Kac, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), denunciou à Justiça o vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido), e a mãe do menino Henry Borel, Monique Medeiros, por tortura qualificada e homicídio triplamente qualificado contra a criança. O casal foi denunciado também por coação e fraude processual. O MP pediu também à Justiça que Monique responda também por falsidade ideológica. O casal foi preso no dia 08 de abril de 2021.

Já em abril de 2022, Leniel e os familiares do menino Henry, foram surpreendidos por uma decisão judicial da 2ª Vara Criminal do Rio desta terça-feira que permitiu que Monique Medeiros fosse solta Segundo o advogado de defesa de Monique, Thiago Minagé, Monique ficaria em prisão domiciliar usando tornozeleira eletrônica. Em seu texto, a juíza Elizabeth Machado Louro manifestou preocupação com ameaças sofridas por Monique dentro da cadeia e diz que a manutenção da prisão “não favorece a garantia da ordem pública”.

O pai e a avó do menino Henry, Leniel e Noêmia Camargo, promoveram um ato em protesto a decisão da Justiça de dar liberdade provisória à Monique Medeiros. O Ministério Público então pediu a volta de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, à prisão após descumprimento de uma das medidas cautelares impostas, mas até a data desta publicação, Monique continuava solta.

O pai e a avó do menino Henry, Leniel e Noêmia Camargo, estiveram em um ato organizado por movimentos sociais em protesto a decisão da Justiça de dar liberdade provisória à Monique Medeiros, acusada da participação na morte do próprio filho.

O encontro aconteceu na Cinelândia na manhã de segunda-feira (11), e seguiu até o Tribunal de Justiça do Rio. Várias integrantes de movimento sociais e ONGs ligadas à casos ao enfrentamento à violência e alienação parental – como o NAVVAvós Afastados dos NetosANFIPA, ComCausa, entre outros -, participaram da caminhada junto D. Noêmia e Leniel que afirmou não aceitar a soltura da ex-esposa e questionou quais os precedentes para o cumprimento de prisão domiciliar, já que a acusada não apresentou provas de que estaria sendo coagida na prisão.

Faz Diferença do O Globo

No decorrer de maio, várias movimentos e pessoas passaram a indicar o voto para Leniel Borel no para o Prêmio Faz Diferença do O Globo. O entendimentos dos apoiadores de Leniel é de seu empenho por justiça e que o caso emblemático e pode ajudar a diminuir a ocorrências de violências similares a tantas crianças no Brasil. Neste dia 28 de maio, foi divulgado pelo jornal que Leniel teve uma votação significativa e receberá premio na Faz Diferença na Categoria Rio.

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Adriano Dias

Jornalista militante e fundador da #ComCausa