Mapeamento de grupos criativos da Baixada Fluminense

Em meu Trabalho de Conclusão de Curso de pós graduação em Ensino de Artes Visuais, pesquisei o valor potencial das artes como um instrumento modificador de realidade na Baixada Fluminense. Entre o material estudado, tive acesso ao Mapeamento dos Grupos Criativos da Baixada Fluminense (IBASE, 2015), criado com intenção de contribuir para implantação de políticas públicas na área de cultura da região. No estudo, foram mapeados mais de 300 coletivos criativos que difundem projetos voltados para a área cultural na região. Segundo a pesquisa:

“Aqueles que possuem envolvimento na proposição e na produção cultural dos municípios da Baixada Fluminense e que, lançando mão de práticas inovadoras, solidárias e colaborativas, constroem/promovem espetáculos, iniciativas, ações e atividades geradoras de pertencimentos, identificações, filiações e articulação econômica e política. Reúnem-se com regularidade (presencial e/ou virtualmente), inventando formas de lidar com a realidade, de modo a torná-la mais interessante, divertida, tolerável, manipulável e compreensível”.

Entre os anos de 2013 e 2014,  o mapeamento que integra o Programa Brasil Próximo, fez um levantamento de instituições e grupos envolvidos com atividades culturais na região, entre eles grupos folia de reis, teatros, cineclubes, produção audiovisual, samba, forró, pontos de culturas, centros culturais, entre outra atividades.

O trabalho de pesquisa teve como finalidade, para além do levantamento dos grupos, proporcionar suporte e o diálogo entre aqueles que se encontravam ativos na área. De acordo com o estudo, fica evidente que falta o envolvimento efetivo da administração pública na distribuição de recursos que apoiem propostas culturais na região. Isso demonstra o quanto é importante o trabalho de projetos sociais voltados para área cultural que possam suprir essa ausência. Estes são movimentos que impactam de forma positiva o cotidiano dos envolvidos nos projetos e as comunidades nas quais estão inseridos.

O mapeamento em questão estabelece: A “Baixada” constitui-se em uma categoria ambígua, sendo simultaneamente considerada como “celeiro artístico”, terra “rica em cultura”, “faroeste caboclo”, “terra de ninguém”, lugar de gente “mais carinhosa” e, ao mesmo tempo, “que não tem nada”. O que enfatiza o quanto a região é rica em seu protagonismo cultural.

Para mais informações sobre o documento, basta acessar o site do IBASE e procurar o arquivo aqui.

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Tatiane Silvana

Tatiane Silvana é educadora, apaixonada por Artes plásticas e fotografia. Formada em Artes Visuais pela UERJ, com pós em Ensino de Artes Visuais pelo Colégio Pedro II e colaboradora da ComCausa.

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