Morte de Diana: “A princesa do povo”

No dia 31 de agosto de 1997 a princesa Diana, pouco depois da meia-noite em um Mercedes que a transportava bateu a 100 km por hora em uma das pilastras de um túnel próximo à Torre Eiffel, em Paris. O acidente matou Diana, Fayed e seu motorista, Henri Paul.  

Diana ficou conhecida como “a princesa do povo”, quebrou protocolos em uma tradição de longa data que as noivas reais digam que obedecerão aos maridos enquanto recitam seus votos de casamento. Mas quando Diana, se casou, aos 20 anos, com o príncipe Charles, 32, em 1981, ela decidiu remover a palavra “obedecer” de seus votos – quebrando o precedente real. Em vez disso, Diana disse que “o amaria, o confortaria, o honraria e o manteria, na doença e na saúde”. 

Diana fez história novamente quando seu filho mais velho, o príncipe William, tinha três anos e ela decidiu mandá-lo para a pré-escola – tornando-o o primeiro membro da família real a frequentar a pré-escola fora do Palácio de Buckingham. No passado, os futuros herdeiros do trono ficavam em casa com uma governanta. 

Uma das partes mais emblemáticas do legado de Diana foi seu envolvimento nas causas relacionadas à epidemia de HIV/Aids. Em 1987, Diana abriu a primeira clínica de HIV/Aids do Reino Unido em Londres, quando o vírus estava se tornando uma crise de saúde global e era frequentemente associado à desinformação. Foi nesta clínica que Diana apertou a mão de um paciente com Aids – sem luvas. “O HIV não torna as pessoas perigosas para conhecer, então você pode apertar suas mãos e dar um abraço, Deus sabe, elas precisam”, disse Diana em 1987. 

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João Oscar

João Oscar é militante de direitos humanos da Baixada e jornalista comunitário.