Morte de Joaquim Nabuco porta-voz do abolicionismo

Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo foi um político, diplomata, historiador, jurista, orador e jornalista brasileiro formado pela Faculdade de Direito do Recife. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Na data de seu nascimento, 19 de agosto, comemora-se o Dia Nacional do Historiador.

Conhecido, principalmente, como uma das lideranças da campanha pelo fim do sistema escravista, foi também deputado, diplomata, e autor de obras de destaque, como “O Abolicionista” e “Um Estadista no Império”, mesmo após cem anos de sua morte, Joaquim Nabuco ainda é referência para os brasileiros.

Nabuco Atribuía à escravidão a responsabilidade por grande parte dos problemas enfrentados pela sociedade brasileira, defendendo, assim, que o trabalho servil fosse suprimido antes de qualquer mudança no âmbito político.

Era defensor da realização da abolição irrestrita e acompanhada de reforma agrária para distribuir terras para os libertos.

“A escravidão não é um contrato de locação de serviços que imponha ao que se obrigou certo número de deveres definido para com o locatário. É a posse, o domínio, o sequestro de um homem”.

Nabuco padecia de uma doença hematológica conhecida como Policitemia vera, que lhe causaria a morte. Faleceu aos 60 anos de idade em Washington, Estados Unidos, sendo sepultado no Cemitério de Santo Amaro na sua cidade natal no Recife.

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João Oscar

João Oscar é militante de direitos humanos da Baixada e jornalista comunitário.