O homem é sua própria ruína

A frase do filósofo Albert Schweitzer, “Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante”, retrata a interioridade individualista e autodestruitiva que o indivíduo cultiva ao longo dos anos, resultando a destruição do meio ambiente e de si próprio.

O desflorestamento amazônico foi de cerca de 30% no período entre agosto de 2018 e julho de 2019, e mesmo com a perda da sua biodiversidade sendo constante, somente 3% de 79 milhões de toneladas de lixos são reciclados por ano. O Brasil é um dos países que menos reciclam e representa um alto índice de desmatamento mais graves do mundo, e mesmo na pandemia, grileiros e madeireiros estão contribuindo para o acréscimo, sendo 50% a 171% em 2020.

Somando a isso, o desmatamento florestal resulta de maneira significante como um transmissor de doenças infecciosas. Devido as alterações causadas pelas queimadas, o animal irá precisar se locomover para buscar alimentos em lugares que são ocupados por seres humanos, criando assim, uma transmissão de bactérias, parasitas e vírus. Estudos da Universidade de Stanford comprovou que o desmatamento colaborou para o acréscimo da transmissão da malária em cerca de 3%.

Se o indivíduo mantivesse algum resquício de respeito com o meio ambiente, tais eventos não aconteceriam e esses mesmos fatos que contribuem para a própria destruição do homem. Assim como pontua o pensamento de Thomas Hobbes, o homem é o lobo do homem: a sociedade aceita e promove situações em que é violada. Uma possível solução para tal impasse seria a conscientização da população sobre questões ambientais seja pelo meio midiático, ou iniciativas de educação ecológica nas grades escolares. Mas enquanto isso não concretiza, o monitoramento e a denuncia – por outro lado, a promoção do conhecimento através de debates e palestras sobre os danos do desflorestamento, e incentivar a sociedade procurar outros meios que não agravem essas zonas que devem ser preservadas deve ser tarefas das pessoas, desde já.

Emanoelle Cavalcanti

Emanoelle Cavalcanti

Jornalista social e acadêmica de psicologia.

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