Operação “A virada” pode eleger André Ceciliano ao Senado

Em uma de suas lives Bolsonaro manifestou preocupação com um movimento para alavancar a candidatura de André Ceciliano ao Senado pelo Estado do Rio de Janeiro, alertando seus seguidores sobre a fragmentação dos votos no seu campo, entre Romário, Clarissa Garotinho e Daniel Silveira.

Tendo informações privilegiadas dos partidos políticos do Rio. Bolsonaro detectou uma operação montada por pelo menos seis partidos, entre eles alguns aliados, em favor do petista na reta final da disputa da vaga ao Senado Federal.

Tendo em vista a polarização nacional que gira em torno do Bolsonaro e Lula, e como ela pode influenciar no estado, a fragmentação de uma lado, e o outro com André sendo o “candidato do Lula” como o próprio petista vem declarando, pode levar Ceciliano a vitória na corrida eleitoral.

Historicamente o voto para senador se decide nos últimos três dias de campanha, essa alavancada prevê a distribuição de mais de cem milhões de cédulas do candidato do PT em dobradas com cerca de 1000 candidatos proporcionais justamente quando o eleitor começa a decidir seu voto, essa articulação está prevista para acontecer entre os partidos da aliança, PT, PV, PCdoB e parte do PSB, e e siglas das campanha de Rodrigo Neves – o PSD, especialmente – e de Cláudio Castro, PP e Solidariedade.

A operação “Virada”, que já acontece no Estado, como em 2006 a pesquisa de véspera apontava Jandira Feghali como virtualmente eleita. Com apoio massivo das estruturas partidárias, Francisco Dornelles sagrou-se surpreendentemente vitorioso.

Em 2010, Lindbergh aparecia também atrás a uma semana da eleição. Cesar Maia e Jorge Picciani eram os favoritos para a segunda vaga. A outra era de Marcelo Crivella.

Em 2018, o fenômeno se repete. Na véspera das urnas, Cesar Maia era o candidato potencialmente vencedor. Ao abri-las constatou-se a virada espetacular, na undécima hora, de Arolde de Oliveira.

Com causas e motivações diferentes, em todos os casos de reviravolta houve uma surpreendente adesão final da classe política e das estruturas partidárias majoritárias a uma determinada candidatura. Com base nesta força latente, às vezes não perceptível fora das bolhas partidárias, que se monta uma das mais robustas operações eleitorais para fazer André Ceciliano Senador da República.

Fonte com acréscimos: www.agendadopoder.com.br

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Adriano Dias

Jornalista militante e fundador da #ComCausa