Polícia Federal conclui laudo do caso Genivaldo

Após quatro meses, a Polícia Federal conclui o laudo do caso Genivaldo, que foi morto por asfixia, indiciando três policiais rodoviários: Kleber Nascimento Freitas, Paulo Rodolpho Lima Nascimento e William de Barros Noia.

Os policiais envolvidos no caos já prestaram depoimento à Justiça, além de dois agentes que assinaram boletim de ocorrência, mas não participaram da ação. Os policiais rodoviários admitiram que usaram spray de pimenta e gás lacrimogêneo dentro da viatura. A partir do que apurado, peritos concluiram que Genivaldo morreu em virtude de uma asfixia mecânica provocada por um componente químico encontrado em sua corrente sanguínea. O relatório da Polícia Federal foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF).

A Policia Rodoviária Federal (PRF) afastou os agentes envolvidos e afirmou que não compactua com as medidas adotadas pelos policiais durante a abordagem. Já a Justiça Federal em Sergipe negou o pedido de prisão dos três agentes. O pedido foi feito pela defesa da família da vítima, que ainda não se manifestou sobre a decisão.

Relembre o caso

Genivaldo de Jesus morreu no dia 25 de maio de 2022, depois de ter sido trancado no porta-malas de uma viatura da PRF e submetido à tortura e inalação de gás lacrimogêneo, na BR-101.  

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Débora Barroso

Estudante de ciências sociais e colaboradora da ComCausa.