Mães de maio

O movimento é uma rede de mães, familiares e amigos(as) de vítimas da violência do Estado, situado em São Paulo, sobretudo na capital e na Baixada Santista. Formado a partir dos chamados Crimes de Maio de 2006, o grupo tem como missão lutar pela verdade, pela memória e por justiça para todas as vítimas da violência discriminatória, institucional e policial contra a população pobre, negra e os movimentos sociais brasileiros, de ontem e de hoje.

Em maio de 2006, policiais e grupos paramilitares de extermínio ligados à polícia promoveram o que chamaram de “onda de resposta” aos “ataques do PCC”, como foram rotulados pela mídia tradicional. O resultado foi o assassinato de no mínimo 493 pessoas – que hoje constam entre mortas e desaparecidas, – das quais mais de 400 jovens negros, afro-indígena-descendentes e pobres executados sumariamente.

Uma série de atividades é desenvolvida desde que as primeiras famílias de vítimas de violência policial começaram a superar o luto da morte de seus entes. Os principais eixos de atuação são o acolhimento e a solidariedade entre familiares e amigos de vítimas do Estado; a denúncia sistemática dos casos e da situação de investigações e processos; a participação em debates, seminários, encontros, conferências; e a organização de atividades de luta, como protestos, marchas e vigílias.

A organização buscou a mobilização de mães, familiares e amigos das vítimas dos Crimes de Maio de 2006 em São Paulo para avançar na luta pela memória, pela verdade e por justiça às vítimas – 493 pessoas, das quais mais de 400 eram jovens negros, decendentes afroindígenas ou pobres.

O grupo Mães de Maio realizou atividades e encontros, tanto internos ao movimento, quanto participações em iniciativas de outros grupos e entes públicos. Além de ampliar seu reconhecimento social e sua própria organização interna, publicou o livro Do luto à luta, com boa repercussão na imprensa nacional. Acesse o conteúdo!

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Adriano Dias

Jornalista militante e fundador da #ComCausa