Caso Tim Lopes

No dia 2 de junho de 2002 jornalista da Rede Globo Tim Lopes foi capturado e torturado por traficantes da favela Vila Cruzeiro, na zona norte do Rio. Tim desapareceu quando preparava uma reportagem sobre um baile funk na Vila Cruzeiro, em que havia venda de drogas e shows de sexo explícito com menores de idade.

Os traficantes desconfiaram da bolsa na cintura que o jornalista carregava, e onde ele escondia uma microcâmera. Um dos seguranças do traficante Maurício de Lima Martins, o Boi, abordou Tim Lopes na Rua Oito, onde fica a boca-de-fumo e o baile funk. O jornalista foi levado à presença de Boi e André da Cunha Barbosa, o André Capeta. Ali, foi revistado e descoberta a câmera e os fios do microfone escondidos sob a camisa. Tim disse que era repórter da Rede Globo. Os traficantes pediram crachá de identificação, mas Tim Lopes respondeu que não estava com ele. 

O líder do tráfico do Complexo do Alemão, Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco foi avisado e determinou que Tim Lopes fosse levado para a Favela da Grota, principal reduto do traficante. Tim teve as mãos amarradas para trás, foi colocado num Fiat Palio e levado para o alto do morro vizinho. No local de execuções onde ficava o “microondas”, onde são incineradas as vítimas, Tim foi baleado no pé para evitar que fugisse. Em se seguida, Elias Maluco, André Capeta, Boi e o traficante Ratinho comandaram um “julgamento”, em que ficou decidida a morte do jornalista. Tim foi assassinado com golpes de espada japonesa desferidos pelo Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco. 

Portal C3 | Comunicação de interesse público | ComCausa

 

Adriano Dias

Jornalista militante e fundador da #ComCausa