João Cândido mais uma vez tem legado esquecido

Em comemoração do Bicentenário da Independência foi prometido a restauração de diversos monumentos na cidade, entre eles a estátua de João Cândido, que entrou para a História como o “Almirante Negro”, e não foi feito.

Atualmente a estátua está Escondida atrás de uma estação do VLT e sem qualquer placa de identificação, passa despercebida por quem circula pela Praça Quinze, no centro do Rio. Esteve no Museu da República, no Catete, também sem protagonismo.

A prefeitura do Rio prometeu corrigir a injustiça com nova mudança de local, desta vez para a Praça Marechal Âncora. A troca vai acontecer quando for concluída, até o início de setembro, a restauração de um conjunto de 25 monumentos para o Bicentenário da Independência, com investimento municipal de mais de R$ 4,5 milhões.

O marinheiro é o único negro de uma lista de sete personalidades históricas incluídas no pacote. Anna Laura Valente Secco secretária municipal de Conservação afirmou que “O lugar que João Cândido merece estar é na Praça Marechal Âncora. Ali ocorreram dois grandes marcos da história dele: primeiro, quando apontou os canhões (para o Palácio do Catete), e depois quando caiu no esquecimento e terminou seus dias como mercador de peixes naquele local. A prefeitura está vendo nisso também um pedido de desculpas da cidade ao grande nome. Assim que o restauro ficar pronto, a estátua vai para o devido lugar de honra”, a mudança foi uma decisão conjunta com a Coordenadoria de Promoção de Igualdade Racial.

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Adriano Dias

Jornalista militante e fundador da #ComCausa