Direitos humanos e mortes de policiais são debatidos por autoridades

O grande número de assassinatos de policiais e a falta de perspectivas para o enfrentamento do aumento da violência foi debatido por autoridades da área de segurança e diretos humanos. Nos primeiros dias de 2017, já foram quase 30 policias baleados, sendo que já somam 15 mortes. O debate foi promovido pela Rádio Nacional na última segunda e teve a participação do deputado Paulo Ramos por telefone, que promoveu em 2016 a CPI da sobre a morte de policiais na Alerj.

Participaram do encontro: coronel Ibis Silva Pereira, ex-comandante da Polícia Militar do Rio, Margarida Pressburger, representante do Brasil no Subcomitê de Prevenção à Tortura das Nações Unidas (ONU), Marcelo Chalreo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ e do fundador da instituição de direitos humanos ComCausa da Baixada Fluminense, Adriano Dias.

Segurança na Rádio Nacional
Segurança na Rádio Nacional

O deputado Paulo Ramos, que também é major da PM, atribuiu a desconstrução da importância da Polícia Militar desde a década de 1980. O que foi rebatido por Adriano Dias da ComCausa. Segundo o mesmo, a falta da ampliação de ações de prevenção é que propiciam o estado da violência atual. “Vai continuar morrendo policial sem não houver investimentos de políticas sociais e econômicas por parte de o poder público”, firma Adriano.

No ano passado, 111 policiais morreram somente no Rio. Cerca de 390 foram baleados, sendo a maioria policiais militares, 363 – um dos PMs era de Roraima, cedido à Força Nacional de Segurança. Das outras policias, 22 eram policiais civis, quatro eram policiais rodoviários federais e um era policial federal. Destes, 233 estavam de serviço, 132 estavam de folga, 21 eram reformados, dois eram aposentados e um era recruta. Outro número que chama atenção é o dos atingidos em áreas pacificadas, 136 policias.

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Emanoelle Cavalcanti

Emanoelle Cavalcanti

Jornalista social e acadêmica de psicologia.

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